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Contação de histórias: instrumento de ensino e transformação

Publicado em: 12-06-2025
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Mais do que uma atividade recreativa, a contação de histórias é uma ferramenta educativa potente, que encanta, ensina e transforma. Muito além do entretenimento, ela assume um papel essencial no desenvolvimento emocional, cognitivo e social das crianças, contribuindo para a formação de seres humanos mais empáticos, críticos e conscientes do seu lugar no mundo.
 
Na infância, ouvir histórias é parte de um aprendizado que acontece de forma natural, sensível e significativa. Como destacou o educador Paulo Freire, “a contação de histórias pode ser um ato de libertação, se cada conto e reconto for momento de diálogo aberto e crítico com compromisso e responsabilidade de formação de um ser humano digno, fraterno e justo.” Essa perspectiva humanizadora está presente na formação oferecida pela Faculdade de Pedagogia da Universidade de Rio Verde, que prepara profissionais capazes de utilizar a narração como uma prática pedagógica transformadora.
 
A diretora do Centro Municipal de Educação Infantil Lar Para Jesus, professora Cíntia Pontes, autora dos livros ‘Atenção, João! Carinho sim, mordida não!’, ‘Meu nome é Zé! E o seu qual é?’ e ‘Iury, a Borboleta Azul’, reforça a importância da contação de histórias como recurso fundamental na educação infantil. “As histórias oferecem um espaço mágico onde a imaginação pode florescer. Outro aspecto significativo é o desenvolvimento emocional. As histórias permitem que as crianças explorem sentimentos e situações da vida real de forma segura. Ao se identificarem com os personagens e suas experiências, elas aprendem sobre empatia, amizade, coragem e superação, contribuindo para a formação de valores e atitudes positivas, essenciais para a convivência em sociedade”, explica.
 
A acadêmica de Pedagogia da Universidade de Rio Verde, Amanda de Marco, compartilha uma experiência reveladora. “Comecei a trabalhar como professora de apoio em uma escola municipal, auxiliando um aluno com déficit de atenção. E foi ali que percebi, na prática, o quanto a contação de histórias pode ajudar na inclusão. Para facilitar a compreensão das tarefas, comecei a transformá-las em pequenas histórias. Assim, ele conseguia se concentrar melhor e entender o que precisava ser feito. Essa estratégia deu tão certo que comecei a contar histórias também para o restante da turma, alunos do quinto ano, e foi lindo ver como todos se envolveram. A ludicidade realmente faz diferença”, relata.
 
Além dos benefícios emocionais e sociais, a prática da contação de histórias traz inúmeros ganhos para o desenvolvimento cognitivo das crianças. Ela estimula virtudes como honestidade, gratidão e coragem, fortalece o vínculo com a cultura e tradições, e melhora habilidades como escuta, concentração, memória e comunicação. Histórias também inspiram a curiosidade, promovem o pensamento crítico, enriquecem o vocabulário e favorecem a criatividade, contribuindo diretamente para o aprendizado acadêmico.
 
Outro ponto de destaque é o desenvolvimento da inteligência emocional. Ao se colocarem no lugar dos personagens e vivenciarem, ainda que simbolicamente, diferentes situações, as crianças desenvolvem empatia, aprendem a lidar com emoções e a respeitar os sentimentos dos outros. Esse processo é essencial para formar cidadãos mais conscientes, solidários e preparados para os desafios da vida em sociedade.
 
O reitor, Professor Dr. Alberto Barella Netto comenta que em um mundo cada vez mais acelerado e tecnológico, resgatar o poder das histórias é uma maneira de educar com sensibilidade. “Contar histórias é um ato pedagógico poderoso, capaz de tocar corações e abrir mentes. Para além de um recurso didático, é uma ponte entre saberes, emoções e experiências”, afirma.
 
 
Equipe ASCOM
Jornalista Ana Júlia Sales
Fotos: Arquivo Pessoal

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