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'Fake news' e comportamento de massa: entenda do ponto de vista psicológico

Publicado em: 07-08-2025
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Segundo um estudo realizado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) em 2018, as ‘fake news’, ou notícias falsas, se espalhavam 70% mais rápido do que as informações verdadeiras. Mas você sabe por que, mesmo com a facilidade do acesso à informação, as notícias falsas são tão compartilhadas?
 
De acordo com o Psicólogo Marcos Eduardo de Oliveira, egresso da Universidade de Rio Verde, explica que parte do motivo é o crescimento e presença constante das redes sociais no dia-a-dia. “A influência das redes na formação do senso comum pode trazer dificuldades de interpretação”, afirma. Ele esclarece que dependendo de onde vem a informação, caso venha de uma pessoa com grande influência, uma figura de liderança ou de respeito o público tende a acreditar sem sentir a necessidade de apurar a informação.
 
O Psicólogo dá como exemplo a onda de autodiagnósticos, que banaliza transtornos e doenças com base em situações comuns. “Muitas informações não têm validade científica, portanto, concluir sozinho que tem alguma doença ou transtorno, como pensar que tem TDAH por ter esquecido algo, aumenta os riscos de automedicação, ansiedade e a crença em tratamentos ineficazes”, revela.
 
Marcos explica que a necessidade humana de pertencimento fortalece e o apelo emocional que muitas destas informações falsas carregam, pois dessa forma elas apenas legitimam questões pessoais. “Por isso o público acredita nas fake news, pois deseja que elas sejam verdade por reafirmarem o que ele já crê, por justificarem suas paixões. Vivemos em um mundo com acesso a estimulações que as vezes não vamos pertencer”, comenta.
 
O Psicólogo conta que é esta necessidade que também fortalece a polarização política. “O desejo de estar inserido, de fazer parte, de ter atenção, são alguns dos fatores que explicam. Quando compartilhamos uma notícia falsa é como se alimentasse o ambiente em que estamos inseridos, ou seja, mantemos a estrutura social que é necessária para a nossa sobrevivência”, afirma.
 
Uma pesquisa realizada pela revista Science revelou que o cérebro tende a absorver com mais facilidade ideias que confirmem suas opiniões.
 
Diante disso, é possível afirmar que as notícias falsas se tornaram uma prática muito comum. Porém, existem formas de combater a desinformação no dia-a-dia, como verificar as informações recebidas nas redes sociais, não compartilhar caso haja dúvidas sobre o que está sendo transmitido e encaminhar a informação para iniciativas e grupos como o aplicativo Guaia, do Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO), desenvolvido para a apuração e combate às notícias falsas.
 
 
Equipe ASCOM
Jornalista Ana Júlia Sales
Arte: Vinícius Macedo

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