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Hospital Municipal Universitário reforça compromisso da UniRV, com humanização da UTI

Publicado em: 22-09-2026
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Referência na formação prática dos acadêmicos dos cursos da área da saúde, o Hospital Municipal Universitário (HMU) segue avançando na qualificação da assistência oferecida à população. Fruto da parceria entre a Universidade de Rio Verde (UniRV) e a Prefeitura de Rio Verde, o hospital foi projetado para ser referência no no Brasil, ao unir assistência em saúde e formação acadêmica em um só espaço. Pioneiro no Centro-Oeste brasileiro na realização de cirurgia robótica pelo SUS, o HMU consolidou-se como um ambiente completo para as atividades práticas do ensino superior de excelência oferecido pela UniRV. 

Nesse processo de constante inovação e aprimoramento, a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), já em funcionamento, avança agora para a implantação de uma nova proposta de humanização do cuidado ao paciente em estado crítico. A UTI do HMU conta com uma estrutura moderna, formada por quartos individualizados e reservados, que garantem privacidade, conforto aos pacientes e melhores condições para o repouso e a recuperação. 
 

O ambiente também permite que os cuidados sejam realizados de maneira mais reservada e adaptada às necessidades clínicas e emocionais de cada paciente, uma vez que, a internação em uma UTI representa um período de grande fragilidade para o paciente e seus familiares. Além da condição clínica, esse momento pode ser marcado por medo, insegurança, afastamento da rotina e dificuldade de comunicação.  A proposta busca ampliar o olhar da equipe para além do quadro clínico, reconhecendo em cada paciente uma história, sentimentos, necessidades e vínculos familiares que também precisam de cuidado. 

A coordenadora da unidade e professora da UniRV, enfermeira Joyce Lara de Lima Mendes, destaca que a humanização deverá ser construída por toda a equipe. “Nosso propósito é fazer com que a assistência na UTI seja cada vez mais humana, acolhedora e centrada nas necessidades do paciente. A estrutura com quartos individualizados oferece condições importantes para isso, mas a humanização depende principalmente das atitudes dos profissionais, da comunicação, da empatia e do respeito à dignidade de cada pessoa e de seus familiares”, afirma Joyce.

Segundo ela, a proposta será implantada de maneira gradual e coletiva, com a participação de toda a equipe da unidade. Entre as ações previstas estão o fortalecimento da comunicação com pacientes e familiares, a identificação do paciente pelo nome, a explicação prévia dos procedimentos, o respeito aos períodos de sono e repouso, o controle de ruídos e luminosidade, a preservação da privacidade e o acolhimento das necessidades individuais, sempre que as condições clínicas permitirem.

Esse processo de implantação da proposta de humanização do cuidado aos pacientes na UTI também conta com o trabalho do profissional de Fisioterapia, uma vez que o fisioterapeuta atua na avaliação respiratória e funcional, no manejo da ventilação mecânica, na prevenção de complicações relacionadas à imobilidade, na mobilização precoce e no processo de retirada do suporte ventilatório.
 
Para o professor da UniRV, e fisioterapeuta responsável técnico e pelo Serviço de Fisioterapia da UTI do HMU, Dr. Renato Canevari Dutra da Silva, o atendimento humanizado deve estar presente em todas as etapas da assistência. "Na Fisioterapia intensiva, não cuidamos apenas da respiração, da força muscular ou da capacidade funcional. Cuidamos de uma pessoa que está vivendo um momento de extrema vulnerabilidade. Explicar o procedimento, chamar o paciente pelo nome, respeitar seus limites e proporcionar conforto são atitudes simples, mas que fazem uma grande diferença durante a recuperação", ressalta Renato.

Renato menciona que mesmo quando o paciente apresenta redução do nível de consciência ou dificuldade de comunicação, a proposta de humanização é que os profissionais mantenham uma abordagem respeitosa, explicando os cuidados que serão realizados e preservando sua dignidade. “Pequenas atitudes, como informar antes de tocar no paciente e observar suas manifestações de desconforto, podem transformar a experiência da internação.”

“Para a equipe, a tecnologia e a humanização devem caminhar juntas. Monitores, ventiladores mecânicos e outros equipamentos são indispensáveis à assistência intensiva, mas o cuidado integral também depende de comunicação, empatia, respeito e sensibilidade. Mais do que uma ação isolada, a humanização deverá integrar a rotina permanente da unidade, reafirmando o compromisso do Hospital Municipal Universitário com o acolhimento digno de pacientes e familiares, em sintonia com a missão acadêmica da UniRV, durante um dos momentos mais delicados de suas vidas,”  finaliza Renato.

Equipe Ascom UniRV
Jornalista Vanderli Silvestre - CRP 4126/GO
Fotos: Rogério Guimarães 

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