A Universidade de Rio Verde (UniRV) tem investido de maneira estratégica na estruturação e no fortalecimento do ecossistema de inovação tecnológica, com ações de fomento e apoio a ideias que saem do papel e encontram problemas reais da sociedade. Por meio da Incubadora de Empresas YpeTec, startups recebem orientação técnica, mentoria e acesso à infraestrutura e à rede de pesquisa, aproximando o conhecimento produzido na universidade das demandas do setor produtivo e da comunidade.
Esse esforço tem gerado resultados concretos, refletidos em premiações conquistadas pelas startups incubadas em vários desafios estaduais. A mais recente conquista é da Silobot, no Hackathon INDTechs, maratona de inovação promovida pelo Conselho Temático de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (CDTI) da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg).
A grande final aconteceu no dia 29 de outubro, durante a 3ª Expoind, Feira de Negócios e Soluções para a Indústria Goiana, no Centro de Convenções em Goiânia. O hackathon recebeu 78 inscrições e sete desafios industriais, conectando startups, estudantes e pesquisadores a problemas reais do setor produtivo.
Estruturada pelos professores Me. Giancarllo Ribeiro Vasconcelos e Me Daniel Fernando da Silva, com participação dos acadêmicos da Faculdade de Engenharia Mecânica da UniRV, Erik Gonçalves Sousa e Dyego Oliveira, a Silobot apresentou o projeto FibraNova, criado para responder a um desafio proposto pelo Sindicato das Indústrias de Móveis e Artefatos de Madeira do Estado de Goiás (Sindmóveis). A solução apresentada durante o desafio mostra como dar nova destinação às aparas e aos resíduos de MDF gerados pelas fábricas de móveis, transformando o material em painéis reciclados que possam voltar à cadeia produtiva.

De acordo com Giancarllo, o projeto foi pensado para oferecer uma alternativa economicamente viável e ambientalmente responsável ao setor. “A proposta utiliza resina à base de mamona como agente aglutinante na fabricação das novas placas, aproveitando estudos científicos sobre a aplicação desse material. A tecnologia pretende substituir a queima dos resíduos, prática que pode provocar a emissão de substâncias nocivas, como o formaldeído, e ainda reduzir o desperdício de matéria-prima.”
O professor conta que foram três meses de imersão, estudos e muito aprendizado, e que agora, a expectativa é que a FibraNova se transforme em uma startup capaz de gerar valor, empregos e riqueza para Goiás e para o Brasil. “A maior riqueza dessa experiência está no conhecimento adquirido e na oportunidade de transformar uma ideia em uma solução para um problema real da indústria. “
Como reconhecimento pelo desempenho, e conquista do primeiro lugar, os integrantes da Silobot foram contemplados com bolsas de estudo para cursos de pós-graduação oferecidos pela Faculdade de Tecnologia Senai de Goiás (Fatesg).
“Estamos colhendo frutos dos investimentos institucionais no apoio às ideias que surgem no ambiente acadêmico e se tornam soluções concretas para problemas da sociedade. A conquista da Silobot reforça a importância de manter um ambiente de incubação voltado a projetos que unem tecnologia, sustentabilidade e geração de oportunidades. Parabéns a toda a equipe pelo empenho, pela dedicação e pela qualidade da proposta apresentada, que honra o nome da UniRV e mostra a força da nossa comunidade acadêmica. Seguiremos ampliando o apoio às nossas startups e aos nossos pesquisadores, porque acreditamos que a Universidade cumpre plenamente seu papel quando coloca o conhecimento a serviço do desenvolvimento de Goiás e da vida das pessoas,” parabeniza o Reitor, professor Dr. Alberto Barella Netto.
Equipe Ascom UniRV
Jornalista Vanderli Silvestre - MTB 4126/GO
Fotos: Fieg